CFA: Modelo de negócio cresce, mesmo durante a pandemia

CFA: Modelo de negócio cresce, mesmo durante a pandemia

Simplicidade de gerenciamento é um de seus principais diferenciais

 Abrir uma franquia pode ser um bom negócio para quem deseja iniciar uma empresa, nos próximos meses, ou apenas investir e aumentar seu capital. Mesmo com a pandemia, o setor deve crescer 8% em 2020, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Apesar da queda econômica, em função do isolamento social, o setor cresce de forma contínua nos últimos anos, de acordo com a ABF. Em 2017, gerou R$ 163,31 bilhões, e no ano seguinte (2018), R$ 174,84 bilhões.

E o crescimento não parou por aí: em 2019 o segmento produziu R$ 186,75 bilhões — aumento de 6,8% em relação ao ano anterior. Para o administrador Emerson Kühl, as oportunidades de ganhos ainda estão em alta durante o isolamento social.

Impulsionado pelas mudanças econômicas, tecnológicas e sociais — além da mais recente delas, a pandemia —, segundo o administrador, o mercado mudou e tornou o cenário mais complexo. Nem por isso, é momento de desistir do empreendedorismo e de gerar riquezas, na visão de Kühl.

Antes de entrar no universo das franquias, ele ressalta, no entanto, que o empresário deve ter claro sobre como funciona a categoria. De acordo com o “Portal do Franchising” (site mantido pela ABF), franquia é um negócio em que o modelo de operação é cópia de outra empresa e é transferido a outro ponto comercial — com autorização daquele que o criou e que é proprietário dos direitos de uso.

A empresa dona da concessão é chamada de franqueadora; já aquela que paga para utilizar a marca, bem como seu modelo de funcionamento, é chamada de franqueada. Todo o processo de permissão, e regras de uso, é condicionado por meio de contrato entre as partes.

A menos que haja particularidades permitidas pelo acordo, a franqueada é uma cópia idêntica da empresa franqueadora. Um exemplo conhecido são as lanchonetes da rede McDonald’s, cujas lojas espalhadas pelo Brasil pertencem a franqueados (em sua maioria) e não diretamente à empresa multinacional, com sede nos Estados Unidos.

Lição em dia

Segundo Emerson Kühl, o empreendedor deve ter conhecimento e domínio completo sobre a ‘Circular de Oferta de Franquia’. É o documento em que estão contidas informações e referências que servem de parâmetro para balizar a decisão sobre a busca da franquia ideal.

Outra dica dada pelo administrador é descobrir, antes de fechar negócio, informações sobre a franqueadora, junto a franqueados ativos e ex-franqueados. Ele explica que as referências de boas práticas podem definir se o negócio é viável ou se é melhor escolher outra instituição para adotar o modelo empresarial.

“Além disso, é fundamental buscar especialistas no assunto para saber detalhes sobre a propriedade intelectual. É imprescindível conhecer as particularidades da franqueada, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), como, por exemplo, se a marca, a patente ou outro ativo intangível está em condições legais de funcionamento”, pondera.

FONTE: Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA

Leia o restante dessa matéria na RBA 139.

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